quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um pouco de História

Quinta Feira 05 de fevereiro de 2009.

E ai Galera?

Olhem só esta dica cultural de hoje para quem gosta do Drummond.

ARTE E POESIA DRUMMOND INSPIRA EXPOSIÇÃO EM SPAbre hoje ao público, na Casa das Rosas, a exposição "Diálogos com Drummond". Com entrada gratuita e curadoria de Waldo Bravo, a mostra reúne trabalhos feitos por 22 artistas plásticos que se inspiraram na vida e na obra do escritor. Acompanhadas por textos e poesias de Drummond, as obras serão exibidas até o dia 28 deste mês na Casa das Rosas (av. Paulista, 37, tel. 0/ xx/11/3285-6986; ter. a sex., das 10h às 20h; sáb. e dom., das 10h às 18h; classificação não informada).

Alguém sabe de onde vem a expresão Chorar as pitangas?

Desde suas origens, essa expressão tem o sentido de "queixar-se e lamuriar-se". Ela surgiu no Brasil como uma adaptação, influenciada pelos povos indígenas, de uma frase portuguesa muito usada entre os lusitanos: "chorar lágrimas de sangue".
Na palavra tupi, a palavra "pitanga significa vermelho. Assim, chorar as pitangas seria o mesmo que verter muitas lágrimas, até os olhos ficarem avermelhados. De acordo com o folclorista Luis da Câmara Cascudo em seu livro Locuções Tradicionais do Brasil, "a imagem associada impôs-se;
chorar a pitanga pelo lusitano "chorar lágrimas de sangue" na sugestão da cor.

No século 18, os europeus comiam carne com glacê.

A popularização do açúcar alterou para sempre o paladar ocidental. O ingrediente já era conhecido dos europeus na Idade Média, que o consumiam como remédio, mas pouquíssima gente podia pagar por ele. A vida só ficou mais doce a partir do século 18, quando os canaviais da América aumentaram a produção. Começou assim uma fase de grande euforia.
Bebidas como chá passaram a ser adoçadas, para a revolta dos chineses, e quase toda a receita ganhou uma dose de açúcar, inclusive as salgadas. "Os glacês cobriam não apenas as frutas cristalizadas e os bolos, como também as carnes." escreve o historiador Henrique Carneiro, autor de Comida e Sociedade (Campus). Porém, as mudanças mais profundas ocorreram mesmo na sociedade: foi para dar conta das plantações de cana e dos engenhos do Novo Mundo que milhões de escravos acabaram escravizados.

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